sábado, 26 de dezembro de 2009

O Maior presente de Natal deste ano :D


A felicidade reina por estas bandas! Mal posso esperar por vê-lo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lomelino Silva no Youtube

Deixo então dois videos que acabei de colocar no youtube.




Nova aquisição!


Não posso deixar de partilhar a minha enorme felicidade por ter conseguido colocar a mão a esta gravação raríssima! depois de ter tomado conhecimento através deste blog deste tenor e de que até existia um cd com registos dele, tratei de procurar por todos os lados e hoje, quis a sorte ou o destino, que por razões profissionais estivesse perto de Sintra e lá tenha dado um saltinho num instante à pressa, a uma loja minúscula na rua do Arco do Teixeira, num primeiro andar recondito. Qual caça ao tesouro encontrei esta pequena preciosidade e agora é minha! Senhores e senhoras, apresento-vos Lomelino Silva, o Caruso Português!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Novidades Veristas

Para quem gosta de óperas veristas, ou para quem, como eu, gosta é de coisas raras ou pouco cantadas, ou para quem gosta de novidades independentemente quais, aqui está uma notícia sobre três futuros lançamentos no ano que vem.

Upcoming recordings in Mr. Veronesi’s Verismo series include three additional recordings to be released in 2010-2011: Leoncavallo's La Nuit de mai, an album of songs and arias performed by Mr. Domingo and pianist Lang Lang; Leoncavallo's opera I Medici also starring Placído Domingo; and Giordano's Fedora with Ms. Gheorghiu and Mr. Domingo.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais Otello





Aparentemente ando mesmo numa de Otellos. Contagiado pela excitação que me deu ao ouvir em cd, dei por mim a correr até à fnac e a comprar este DVD. Mas já ando a namorar um outro. E Já o comecei a ver e eis que apesar de gostar muito de Vickers, Domingo por ora ainda leva a melhor. Veremos como será o resto!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Otello

O Ottelo foi daquelas óperas a que inicialmente criei alguma resistência, vá-se lá saber porquê, mas agora deixou-me completamente avassalado. Desde o libretto extraordinariamente bem escrito à música monumental, tudo nesta obra transpira a uma tão grande qualidade que até nos faz deixar deprimidos por saber que daí em diante (à excepção de Puccini) a ópera italiana caiu a pique.

A história, adaptação da peça homónima de Shakespeare, é só por si só dilacerante e por vezes dá vontade de perguntar se se deveria chamar Ottelo ou Jago. Tudo se passa na ilha de Chipre, com as gentes a cantar sobre o barco onde Ottelo navega e a dificuldade que ele está a ter para atracar devido às ondas levantadas por uma grande tempestade (deixem-me dizer que só este inicio é qualquer coisa de arrepiante e que deixa cá uma água na boca para o resto!). O barco lá atraca e Otello desembarca, não sem deixar de dar um grande grito, ou isto não fosse ópera. Toda a gente exclama e então começamos a perceber a tramóia da cousa. Acontece que entre a multidão que aguardava Otello havia dois homens, de seus nomes Jago e Roderigo. O primeiro o chefe da marinha e o segundo um cavaleiro que confessa ao primeiro estar apaixonado por Desdémona (agora vejam com atenção se não é mesmo coisa de ópera), a mulher de Otello! (isto vai dar para o torto!). Jago, que é boa pessoa, promete ao amigo que Desdémona será sua se ele o ajudar a destruir Otello. O pacto fica feito e para dar início a tudo começam por tentar destruir Cássio, o recém-nomeado tenente de Otello (em detrimento de Jago). Os dois convidam então Cássio para ir pós copos no bairro alto do sítio e a coisa acaba com Cássio envolvido numa disputa (Devo dizer que este momento na taberna é dos meus preferidos. Gosto mesmo muito da musica neste momento). Por ordem de Jago, chega aos ouvidos de Otello (o qual estava já no quentinho do seu castelo com a sua mais que tudo a fazer sabe-se-lá-o-quê) e este aparece irritado aos gritos a mandar toda a gente para casa e a despromover Cássio (pudera que o homem estivesse irritado, ninguém gosta de ser interrompido a meio!). Quando tudo se acalma, Otello volta para junto de Desdémona e então canta-se um belíssimo dueto de amor (ah malandro, estavam a cantar, claro!). Acaba o primeiro acto.

Começa o segundo acto. O pérfido Jago conversa com Cássio, fazendo-se passar por amiguinho e mostrar-lhe que o quer ajudar a recuperar a confiança de Otello. Para isso diz-lhe que deveria pedir a Desdémona para interceder por ele junto de Otello. O homem sai e fica só Jago, e como não quer estar parado ali sem fazer nada canta uma ária sinistra (e a meu ver brutalmente fenomenal) onde revela o verdadeiro propósito do seu coração e que a sua alma está vendida ao diabo. Jago fica a ver Cássio a conversar com Desdémona, até que chega Otello. Ao aperceber-se da sua chegada começa a falar mais alto e dizendo palavras chave que despoletam a chama do ciúme no guerreiro. Otello exige saber o que está ele a insinuar. Jago apenas lhe diz para ter cuidado. Chegam gentes que cantam para Desdémona e esta pouco depois chega-se à beira de Otello para interceder por Cássio. O homem fica ruído de ciúmes e reage bruscamente, Desdemona pensa que ele não está lá muito bem e tenta passar-lhe com um lenço na testa. Otello afasta-a e o lenço cai ao chão, sendo agarrado pela aia de Desdémona. Jago aproveita então a ocasião para mover mais uma peça no seu jogo e em troca de uma recompensa fica com o lenço que a aia apanhou. Quando todos saem, Otello está atormentado e pede a Jago que lhe prove que o ciúme dele tem fundamento. Jago fala-lhe então de um lenço que Desdémona possui. Otello recorda-se dela o possuir realmente e Jago diz-lhe que naquela momento o lenço se encontra em posse de Cássio. Possesso, Otello e jago juram vingança a Cássio.

O terceiro acto começa com Desdémona a chegar junto de Otello. A pedido de Jago, este tenta tomar atenção e ter cuidado com tudo. Desdémona intercede uma vez mais por Cassio e Otello, ruído por dentro, nada responde, perguntando antes pelo lenço dela. Desdemona diz que está no quarto e torna a insistir por Cassio e aí o homem perde as estribeiras e acusa-a de infidelidade e manda-a dali para fora. Chega Cassio e Jago e Otello esconde-se para ouvir a conversa. Jago puxa por Cássio, enganando-o e fazendo-o falar sobre Desdémona. Sabendo que Otello estava a ouvir, Jago faz com que ele ouça apenas aquilo que lhe convém. No desenrolar da conversa, Cassio mostra o lenço de Desdemona a Jago e diz-lhe que não entende como aquilo lhe foi parar a casa e Otello fica possesso de ciúmes. Tem assim a confirmação, no seu entender, de que existe ali uma traição. Entretanto chegam mensageiros de Veneza. Otello pede a Jago uma poção para envenenar Desdémona (ainda bem que a amava tanto) mas este sugere-lhe antes a morte por sufocamento (agora quero ver-te cantar! Haha). Otello promove Jago mas os mensageiros avisam-no de que ele deve regressar a Veneza e deixar Cassio como governador do Chipre. O homem fica ainda mais furioso e maltrata Desdémona na frente de toda a gente. A pobre coitada nem sabe como há-de reagir a tamanha crueldade e tenta justificar uma coisa que nem ela entende. È amaldiçoada e expulsa. Sozinho com Jago, Otello desabafa a sua tristeza, enquanto jago rejubila pelo declínio de Otello.

O quarto e ultimo acto passa-se no quarto de Desdémona, onde esta desabafa com a sua dama de companhia. Esta ultima depois sai e Desdémona procura o conforto rezando uma Avé Maria (a qual ficou famosíssima). Otello entra e ao ve-la deitada em silencio, aproxima-se, beija-a três vezes. Desdémona acorda e este pergunta-lhe se ela já pediu perdão a Deus pelo pecado que ela cometeu com Cassio. Ela feita tonta volta a dizer que não, não aconteceu nada, mas o marido cheio de ciúmes pega numa almofada e sufoca-a até ela deixar de esbracejar. De repente (lá está, na opera as pessoa aparecem sempre de repente) aparece a dama de companhia de Desdémona a dizer que Cassio matou Rodrigo e fica chocada ao ver o corpo inerte da sua senhora. Corre a pedir socorro e aparece Cassio, entre outros. A dama de companhia revela o plano macabro de Jago e este foge perseguido por soldados. Otello dilacerado pelo remorso, mata-se com um punhal. O pano cai, a musica termina num compasso lento e a opera acaba.

Monumental! uma ópera monumental e abismal. Altamente recomendável!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Magistral!